domingo, 27 de julho de 2014

O Teatro Como Experiência Estética.

Encontro de julho/2014

Novo encontro com professores pelo Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF) em Porto Xavier – RS e realização da Oficina "Teatro Como Experiência Estética". O programa é desenvolvido em cidades de fronteira do Mercosul pelo Ministério de Educação do Brasil e países envolvidos: Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
A Oficina foi coordenada pela atriz Maristela Marasca, com a proposta de observar, enriquecer e incentivar a reflexão sobre as experiências estéticas presentes na vida humana. Foram desenvolvidas atividades como: jogos e exercícios teatrais, confecção e uso de máscaras e noções sobre Estética. O encontro foi realizado na Escola E. Antônio Fioravante - CIEP.

Segundo Adolfo Sánchez Vázquez, a Estética “ é a ciência de um modo específico de apropriação da realidade, vinculado a outros modos de  apropriação humana do mundo e com as condições históricas, sociais e culturais em que ocorre.”

O autor considera que a relação estética do homem com o mundo caracteriza-se sobretudo pela relação sensível (sensorial) que estabelecemos com as coisas. Daí a origem do termo estética, do grego “aisthesis”.
Como podemos enriquecer nossas experiências estéticas? Essa é uma questão que podemos fazer enquanto seres humanos e educadores. Uma das áreas que pode contribuir para aprofundar nossas relações estéticas é o teatro.





A seguir, algumas fotos da oficina com a professora Maristela Marasca:


















quarta-feira, 23 de julho de 2014

Projetos de Aprendizagem

     Na manhã do dia 14 de julho de 2014, as professoras participantes do Programa Escolas Interculturais de Fronteira, em Porto Xavier/RS, participaram de mais uma oficina coordenada pela docente da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), Neusete Machado Rigo. A temática trabalhada foi : Projetos de Aprendizagem,  que é a espinha dorsal do Programa. A seguir, uma breve resenha do que foi enfocado e refletido , através da mediação da professora Neusete, com as integrantes da oficina.

A organização do currículo escolar por meio de projetos de aprendizagem significa a intenção de construir um currículo novo, capaz de superar a determinação de um currículo pensado em disciplinas e listas de conteúdos pré estabelecidos. Os projetos de aprendizagem colocam o currículo em movimento e o mantém vivo, porque tanto os/as alunos/as quanto os/as professores/as, o assumem protagonizando a construção de conhecimento. Desde o início do seu planejamento temos os/as professores/as e os/as alunos/as participando ativamente na definição da temática de estudo, a qual deverá estar diretamente relacionada com a prática social, com a realidade que atinge esses sujeitos e/ou o conjunto da sociedade. Desta forma, os projetos estão vinculados com os sujeitos e partem das compreensões cotidianas para serem aprofundados através de estudos e pesquisas que possam aprimorar esses conhecimentos.Nossa proposta de trabalho é iniciar com a definição de uma temática para o projeto a partir de uma problematização inicial encaminhada pelo/a professor/a, a qual pode ser um recorte de jornal, de revista, um vídeo, uma música, um filme, uma atividade anteriormente vivenciada pelos alunos... enfim, este momento exige criatividade do/a professor/a!Após a definição da temática/problema, o segundo passo é levar os/as alunos/as a pensarem: O que sabemos sobre isso? O que queremos saber? e como faremos para saber?Estas questões orientam minimamente e de forma acessível ao alunos permitem que eles pensem sobre o que irão fazer. Então temos um projeto de autoria dos alunos.Nesse planejamento a intervenção do/a professor/a é imprescindível para ajudá-los a encontrar caminhos que os levarão em busca das informações e do conhecimento!
Segundo CANDAU ( 2011), vivemos um  mal estar presente nas escolas que representa um crise acerca das suas finalidades e formas de organização. No entanto, não podemos nos contentar com mudanças superficiais relacionadas à metodos e técnicas de ensino, mas a uma reinvenção da escola que perpasse por seus tempos e espaços e, principalmente pelo modo como se relaciona com a realidade (prática social) e o conhecimento.
Nosso papel, como educadores/as, é reinventar a escola, considerando que toda ação humana se traduz em produção de cultura. Assim, a ação pedagógica, o trabalho educativo que ocorre na escola, produz uma cultura e nela, produz sujeitos culturais. Obviamente, também temos que considerar que esses sujeitos culturais não se produzem isoladamente no espaço escolar. Eles são produto da inserção em culturas diversas que compõe o cenário social. Nesse sentido,  a escola é um espaço multicultural também produtor de cultura, pelo seu currículo.
Os projetos de aprendizagem, ressignificados pela discussão que Hernández e Ventura (2009) nos apresenta, são uma possibilidade para que o currículo escolar possa contemplar a diversidade cultural, pois abrem o currículo para a participação e o protagonismo dos educandos  e dos educadores permitindpo que diferentes perspectivas culturais se façam presente  no contexto do ensino. Os projeto de aprendizagem podem ressignificar o currículo ao desafiar o educador a uma nova postura profissional, pois ele é provocado a pensar sobre seu grupo de alunos, sobre a realidade, sobre os conhecimentos e planejar e executar uma proposta educativa junto com seus pares.
Ainda, diante da fragmentação do conhecimento que está presente na tual organização escolar e que produz uma visão fragmentada de mundo,  Barbosa (2011), defende que a pedagogia de projetos possa ser uma possibilidade interessante em termos de  organização pedagógica para intervir na visão multifacetada do mundo trazendo para seu espaço o encontro de diferentes culturas.

Referências:
CANDAU, Vera M. (org). Didática crítica intercultural: aproximações.Petrópolis: Vozes, 2012. 
HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
BARBOSA, Maria Carmem Silveira. Trabalhando com projetos. In: XAVIER, Maria L. M.; DALLA ZEN, Maria I. H. Planejamento em destaque: análises nada convencionais. 4ed. Porto Alegre: Mediação, 2011.


QUEREMOS UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA! 
MAS DE QUE TRANSFORMAÇÃO ESTAMOS FALANDO?
FALAMOS DE UMA EDUCAÇÃO QUE MODIFIQUE MODOS
 DE PENSAR O MUNDO E ENTENDER A VIDA!

 A EDUCAÇÃO CONTÉM A POSSIBILIDADE DE
 EMANCIPAÇÃO DO SUJEITO!


         
 
PONTO DE PARTIDA DOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM:
         A REALIDADE
        Perceber o mundo!
      Perceber o que acontece no mundo para compreender como isso nos afeta!




  


Os PROJETOS partem do princípio de que a APRENDIZAGEM 
não é fruto da acumulação de novos conhecimentos, 
mas de reestruturação desses esquemas, 
a partir do restabelecimento de relações
entre os conhecimentos existentes e novos!  
Texto: Neusete Machado e Bedati Finokiet
Fotos: Bedati Finokiet, Nícolas Deobald e Bruna Engel.


Registros do Encontro do dia 14 de julho de 2014 ( turno da manhã) 
Instituto Estadual São Francisco Xavier -Porto Xavier/RS/BR.








segunda-feira, 21 de julho de 2014

OLHARES DIGITAIS

Na segunda-feira, dia 14 de julho, o grupo de formação do PEIF teve mais um encontro de Cultura Digital e Intercâmbio Cultural com a Formadora Marjorie Bier. A turma aproveitou a oportunidade para visualizar e debater sobre a cidade e seus arredores através de fotografias digitais que foram feitas em um dos encontros do Programa. 

Nessa oportunidade, o grupo também pode trazer para a oficina, registros feitos durante a cheia do Rio Uruguai que, algumas semanas antes, trouxe danos imensos às famílias de Porto Xavier e San Javier. Algumas professoras socializaram fotos da devastação da natureza após a cheia. 

A FOTOGRAFIA COMO FORMA DE VER A SI E O MUNDO 

Tomemos como ponto de partida que cada cultura e sua expressão em identidades sociais engendram maneiras específicas de viver neste planeta. Nossa riqueza como espécie repousa nesta diversidade que contempla não só uma grande variedade de condições ambientais, mas infinitas possibilidades de ser em si e de se organizar socialmente, possibilitando os incontáveis caminhos válidos para a realização plena do ser humano.

O mundo está em permanente mutação e é demasiado complexo para que a nossa mente o possa apreender. E, por isso, a nossa mente limita-se a reconhecer certos padrões invariantes nos estímulos perceptivos, agrupando-os e classificando-os. É uma simplificação necessária porque permite uma avaliação rápida de situações complexas. Mas, quando uma inteligência assume continuamente a categorização, acaba eventualmente por acreditar que a descrição simplificada do mundo que é gerada no cérebro - ou seja, o mundo 'que vê' - corresponde de fato ao mundo real, em todos os seus detalhes, embora o que vejamos seja apenas um modelo simplificado da realidade.

O debate sobre o que vemos e o que de fato percebemos é uma constante nos encontros de Cultura Digital do PEIF, especialmente pela diversa riqueza cultural que alimenta essas 'irmãs'.  Perceber o que de fato existe é muito mais válido, nesse nosso processo de formação, do que simplesmente ver. Ao dar essa nova dimensão ao olhar, abrimos espaço, também, para uma nova maneira de trabalhar com as questões antropológicas, sociais e culturais entre as fronteiras. Embora sejam cidades distintas, existe mais do que um rio que as une. E é exatamente esse ponto de interseção que traremos para o debate nos próximos encontros de formação.

Veja algumas imagens.

Texto: Marjorie Bier
Fotos: Grupo de Formação do PEIF






Alguns registros da oficina:







domingo, 29 de junho de 2014

PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS DO DIÁLOGO INTERCULTURAL

                         
No dia 12 de junho, foi realizada, na E.E. Carlos Bratz, mais uma oficina do Programa Escolas Interculturais de Fronteira. Na oportunidade, o professor Lívio Arenhart, abordou o tema "Pressupostos Filosóficos do Diálogo Intercultural", propondo um debate e reflexão com os/as professores/as da escola, na perspectiva de que " a defesa de uma sociedade plural, se tornou uma bandeira de luta das classes populares". A seguir, disponibilizamos um texto, produzido pelo professor Lívio, que poderá subsidiar e ajudar a aprofundar as discussões e estudos sobre o assunto.




                           

                       PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS DO DIÁLOGO INTERCULTURAL
                                                    Livio Osvaldo Arenhart

      O diálogo intercultural tornou-se uma exigência de ética social e política da atualidade. Ao longo do século XX, os regimes totalitários e a política neoliberal se revelaram formas de poder que se transmuta em destruição violenta da humanidade e da natureza, evidenciando que a continuidade da vida no globo terrestre está condicionada ao entendimento – no sentido intelectual e ético – entre os seres humanos e destes com a natureza. Se não interrompermos o ciclo da cultura guerreira, iniciado na era dos metais e hegemonizado pelos machos, machinhos e machões de todas as marcas e modelos, não haverá mais tempo/lugar para a esperança. A continuarmos esse ciclo, em breve teremos varrido da face da terra a diversidade biológica e cultural. O capitalismo deu o que podia dar. As necessidades do capital não coincidem mais com as necessidades humanas. 
Então, um primeiro pressuposto para o diálogo intercultural é a opção de classe social, a opção de lutar para que todos os seres humanos tenham o direito a ter direitos, tenham o direito aos recursos necessários para sobreviver, a começar pelo direito ao trabalho. E isso, com base no valor-gentitude, que Kant chamou de dignidade humana e que consta dos princípios das atuais repúblicas. O ser humano, qualquer ser humano, independentemente de suas características empíricas, carrega um valor que não é valor-preço, o que exige dos outros que não o reduzam a mercadoria. O ser humano, qualquer ser humano, por conta de seu valor-gentitude – que o torna equi-valente a qualquer outro, equi-gente – carrega consigo o encargo insubstituível de definir o seu projeto de vida, na linguagem de Kant, é “fim-em-si-mesmo”, proibindo-se aos outros de usá-lo como objeto/instrumento. O arquiconceito da dignidade humana, no neoconstituicionalismo contemporâneo, tornou-se um padrão para pensar e avaliar a cidadania em outro patamar: a condição de cidadão não implica mais, como no modelo político liberal, a subordinação a um Estado. Basta ter nascido de fêmea humana para dever ser considerado titular de direitos, não importando sob quais condições concretas. Ora, essa torção interpretativa da dignidade coincide histórica e contraditoriamente com a desgraça do aumento da miséria: nos anos 60 havia 30 miseráveis para um rico; em 2015, haverá 100. E é indubitável que o exercício da cidadania está condicionado à saída da miséria; que, em economias monetarizadas, somente um ser que ganha dinheiro pode ser sujeito de direitos. 
Portanto, o reconhecimento das diferenças culturais terá de passar pela luta por distribuição de recursos econômicos e culturais que atendam às necessidades humanas. Ao longo da história, as classes dominantes não negaram as diferenças culturais, mas as reconheceram para que os diferentes soubessem bem o seu lugar social e nele se mantivessem. O que está posto como desafio contemporâneo é que esses outros, pelo fato de lutarem ao mesmo tempo por direitos de distribuição e de reconhecimento, tornaram-se intragáveis às classes dominantes (e, no Brasil, inclusive às classes médias, historicamente violentas, ignorantes e regressivas). Então, atualmente, a defesa de uma sociedade plural se tornou uma bandeira de luta das classes populares. O desenho prévio da sociedade do futuro, do ponto de vista das classes dominantes, é o de uma sociedade homogeneizada pela obsessão do lucro. Ou seja, depende dos movimentos sociais e populares resistir ao rolo compressor do império capitalista e, assim, dar suporte e fomento à produção da diversidade cultural e biológica.
Um aspecto importante desse projeto diz respeito à questão do etnocentrismo. Um grupo étnico-idiomático-religioso ameaçado de destruição pelo rolo compressor do império capitalista e pela difusão midiática de sua cultura consumista não tem como sobreviver sem filtrar rigorosamente os modos aceitáveis de pensar, sentir e agir. Por isso, como estratégia de sobrevivência, tenderá a guardar segredos e impor tabus a seus membros. Isso nos permite entender que temos de relativizar a exigência imperial e absoluta do relativismo cultural. O que tem de se problematizar é a lógica do capital que se afirma absoluta e não os modos “estranhos” de vida dos grupos que não são como nós.
Outra coisa importante concerne a sobre o que os diferentes precisarão se entender. Não se há de vasculhar os segredos dos outros para fazer diálogo intercultural. Este deve ser feito de modo a facilitar a resolução conjunta dos problemas comuns. O foco do diálogo intercultural deve ser este: quais são os grandes problemas que temos de resolver em comum? De resto, não se trata de bisbilhotar a vida dos outros. Para a relação entre culturas distintas, vale também o princípio ético da confidencialidade, na contracorrente das práticas invasivas da sociedade de espionagem que é o império capitalista (a invadir o mundo da vida de pessoas e grupos, a pretexto de ameaça terrorista). Naturalmente, a busca de resolução comum de problemas implica negociação de significados, influência recíproca de crenças e desejos. Que esse processo seja mais ou menos conflitivo é previsível e inevitável, mas a opção mesma de entrar em diálogo intercultural carrega consigo a atitude positiva em face dos conflitos, a postura resoluta de administrá-los, em vez de exorcizá-los.
Outro pressuposto do diálogo intercultural é o fato de nós, especialmente na região missioneira de ambos os lados do rio Uruguai, sermos genética e culturalmente híbridos. Com efeito, nossa condição mestiça comum denuncia a incoerência das práticas de discriminação e de estigmatização de pessoas e grupos diferentes de nós. E essa condição mestiça sobrevém a nós como herança e precondição de existência e coexistência. Para podermos estar de bem com a vida, temos de nos esforçar para abraçar essa herança e, naturalmente, melhorá-la naquilo que achamos que deve ser melhorado. Ora, acolher amavelmente nossa condição híbrida equivale a nos assumirmos como irmãos daqueles que são diferentes de nós, mas que, efetiva e ancestralmente, são nossos parentes. 

sábado, 21 de junho de 2014

                                O Teatro Como Experiência Estética


No último dia 16 de junho foi realizada mais uma etapa de atividades do Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF), em Porto Xavier – RS.  Esse Programa é desenvolvido em cidades de fronteira do Mercosul pelo Ministério de Educação do Brasil e países envolvidos: Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela.  O PEIF visa promover a integração regional por meio da educação intercultural, para a formação integral de crianças e jovens nas regiões de fronteira do Brasil com outros países.  As atividades de fronteira das cidades-gêmeas de  Porto Xavier  (Brasil) e San Javier (Argentina) são desenvolvidas pela Universidade Fronteira Sul, campus Cerro Largo.

A Oficina “O Teatro Como Experiência Estética” foi coordenada pela atriz Maristela Marasca, integrante do Grupo de Teatro A Turma do Dionísio, com formação na área de Filosofia. A  proposta  da atividade é observar, enriquecer e incentivar a reflexão sobre as experiências estéticas presentes na vida humana,  por meio de jogos e exercícios teatrais. 

Nessa etapa do trabalho, foram desenvolvidas atividades práticas e teóricas de iniciação às linguagens do teatro e do teatro de bonecos. Entre os conteúdos desenvolvidos, destacamos:  a reflexão sobre o Teatro de Bonecos na Educação;  a realização de exercícios e jogos preparatórios que possibilitam exercitar a observação, a concentração, a confiança, o ritmo, a ocupação de espaços, a vivência e a expressão corporal;  noções de confecção de bonecos, especialmente da técnica do marote, que possibilitam desenvolver o teatro de bonecos na escola; a realização de exercícios preparatórios para a manipulação de bonecos.

Participaram da oficina professores das escolas estaduais, integrantes do Programa Mais Educação: Escola Estadual de Ensino Fundamental João Manoel Correa, Escola Estadual de Ensino Médio Coronel Antônio Fioravanti, Instituto Estadual de Educação São Francisco Xavier e Escola Estadual de Ensino Médio Carlos Bratz.  Também participaram do encontro,  a professora Bedati Finokiet ( Coordenadora do PEIF na UFFS – Campus Cerro Largo),  o professor Gilberto Corazza (Formador do PEIF), o Tutor Nícolas Deobald e a professsora Eloá Fraga (Supervisora e responsável pelo  Departamento Municipal de Cultura de Porto Xavier).










quarta-feira, 18 de junho de 2014

Encontro do dia 16 de junho

Algumas imagens da Oficina "Teatro Como Experiência Estética" em PORTO XAVIER - RS, pelo Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF), do MEC.

A Oficina foi coordenada pela atriz Maristela Marasca, do Grupo de Teatro A Turma do Dionísio.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Encontro do dia 06 de junho

Depoimento da professora Neusete Machado Rigo (Formadora PEIF), sobre a oficina coordenada por ela: "O trabalho realizado no dia 06/06 no Instituto Estadual de Educação São Francisco Xavier foi muito interessante! Ouvimos os relatos das professoras sobre sua caminhada como educadoras e também, suas expectativas em relação ao processo educativo que desenvolvem com seus alunos.
Nosso objetivo era discutir alguns conceitos básicos referentes ao trabalho que desenvolveremos com o grupo, tais como: EDUCAÇÃO, ESCOLA, CULTURA e CURRÍCULO.
Desse momento vivido na escola, podemos dizer que este Programa, com sua metodologia e proposta de trabalho, pretende  problematizar a cultura escolar dominante, construída fundamentalmente a partir da matriz político-social e epistemológica da modernidade, a qual prioriza o comum, o uniforme, o homogêneo, para construir novas formas de pensar um currículo que considere as diferenças culturais.
Precisamos pensar o currículo escolar como o conjunto de práticas e relações que a escola produz ao tratar o conhecimento com as crianças e adolescentes. Nesse terreno de produção de subjetividades, a cultura é um elemento fundamental, pois, nos reconhecermos como sujeitos culturais e de que não existe uma "alta cultura" e uma "baixa cultura" é o ponto inicial: todos somos sujeitos culturais e o contexto social é composto de um cruzamento de culturas que precisam ocupar espaço e estabelecer redes de diálogo."

No turno da tarde, houve mais um encontro de  Cultura Digital e Intercâmbio Cultural. Nesse momento, as professoras exploraram a história da fotografia e imagens feitas pelo celular. Foram mostrados alguns selfies e fotos da família e amigos que serão exploradas mais profundamente no próximo encontro.

Depois disso, a turma foi convidada a ir até as margens do Rio Uruguai onde foram desafiadas a ver, através da fotografia, aquilo que, até então, elas ainda não haviam percebido. Com autorização dos responsáveis pela aduana, pudemos explorar a balsa e registrar o embarque dos caminhões com destino a San Javier. As imagens feitas pelas alunas serão postadas num próximo momento.

Veja algumas imagens desse dia.






Projetos de Aprendizagem e Mapa Conceitual Escola João Manoel Correa e Escola Antonio Fioravante

No último dia 23 de novembro de 2015, as formadoras do PEIF Aline Madrid e Graciele Fabrício, acompanhadas da supervisora do programa em Por...